Nos últimos dias tenho me visto atravessar alguns momentos nada agradáveis...
Meu marido adoeceu e precisou ser internado no hospital...eu que nunca ouvi meu marido falar que doía alguma parte do corpo, o ví sendo carregado,pelos enfermeiros, abatido,triste,quieto com frio...
Minha segurança ,alí...precisando ser segurado...e eu tive tanto medo!!
Já fui muiiito forte em minha vida,já fui destemida... e eu não sei onde,em que momento a pessoa guerreira que eu era mudou de lado, me amedrontei, me acovardei...
Não consigo entender que lógica de vida é essa-Um dia todos partiremos-Como assim?
Eu não quero partir...eu não quero que partam...
Eu adoro a vida aqui..adoraria mais ainda se nada mudasse...ou melhor ... então...se é inevitável a partida que seja com poesia,com consentimento de todos...
Meu marido não teve nada sério, nada que pudesse dizer que ele estava correndo risco de morrer,mas, minha mente que lê tudo distorcido quase matou meu corpo de tanta mentira que me pregou...
Enquanto eu renovava minha fé e me alegrava que o marido estava melhor,meu sobrinho, de dois aninhos! que estava aqui em casa com minha irmã,teve um ataque epiléptico,do nada...
Aí, então, percebí que muitas vezes o que achamos ruim não é tão ruim assim, que tem coisas piores...
Eu me ví enfrentando meus medos, sem meu marido, sem minha mãe e sem minha irmã...sem o colo de ninguém (como deve ser?).
Agora já esta tudo se acomodando ,voltando a rotina aos poucos, sinto-me zonza, as vezes agitada demais, as vezes devagar demais...
Ainda estou com medo desta vulnerabilidade... me falta resignação...mas, preciso me recolher a minha insignificância diante dos fatos da vida...preciso deixar acontecer...
Preciso dar uma volta enquanto o bolo assa no forno...
Preciso fechar mais meus olhos... calar mais minha boca... tapar mais meus ouvidos, para só assim poder sentir que o colo que eu sempre preciso e quero está dentro de mim,se chama Deus e nunca me abandonou e nunca me abandonará...